Conferência Mapeando
o Pensamento Periférico
UniRio, Auditório Vera Janacópulos — Rio de Janeiro
Debate final — Auditório Vera Janacópulos, UniRio
Um pouco do que rolou na conferência Mapeando o Pensamento Periférico Brasileiro, realizada pela Casa Goiabeira na UniRio.
Spirito Santo encontrou na própria trajetória os sentidos de sua pesquisa. Martha Tupinambá ampliou nosso olhar sobre os gêneros musicais e sobre a própria ideia de música popular brasileira. Pedro Mendonça discutiu as possibilidades educativas do funk a partir do pensamento de nomes como Nêgo Bispo.
No debate final, Dandara Abreu, Tamiris Coutinho e Alexandre Garnizé compartilharam suas histórias de vida e pesquisas, passando por temas como a construção de ideais de masculinidade negra no rap, a presença feminina no funk e a força do tambor na cultura brasileira.
Nosso muito obrigado a quem participou, a quem esteve com a gente e ao Ministério da Igualdade Racial, que apoiou esse encontro.
Spirito Santo
Músico, pesquisador, escritor, arte-educador, multi-instrumentista e luthier
Criador do Grupo Vissungo, desenvolveu uma extensa pesquisa sobre musicalidades de matriz africana no Brasil, articulando trabalho de campo, construção de instrumentos, educação, militância antirracista e reflexão crítica sobre a formação da música popular brasileira..
Martha Tupinambá de Ulhôa
Musicóloga e pesquisadora
Doutora em Musicologia pela Cornell University. Uma das principais pesquisadoras brasileiras dos estudos de música popular, tratando a canção como forma cultural atravessada por memória e disputas de valor.
Pedro Mendonça
Etnomusicólogo — Colégio Pedro II / UniRio
Doutor em etnografia das práticas musicais pela UniRio. Pesquisa o funk carioca em perspectiva afrodiaspórica e contracolonial, defendendo uma produção de conhecimento feita com os sujeitos e territórios pesquisados.
Tamiris Coutinho
Pesquisadora e label manager independente
Pesquisadora da rede de música pop periférica e amefricana, com atenção ao funk e ao trap. Discute a música urbana contemporânea a partir das mulheres, da circulação cultural e das disputas de representação.
Dandara Abreu Guimarães
Cientista social — UFRRJ
Mestre pela UFRRJ. Autora da dissertação "Negro drama: representações e estereótipos acerca das masculinidades negras" (2022). Usa o rap como documento crítico sobre racismo, violência e disputa simbólica.
Alexandre Garnizé
Percussionista e historiador — Tambores de Olokun
Nascido em Camaragibe (PE). Fundador do grupo Tambores de Olokun (Rio, 2012), inspirado no candomblé e nos maracatus de baque virado. Combina ensino, performance e transmissão de saberes afro-brasileiros.